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AGRONEGÓCIO

Embrapa leva inovação, café de alta produtividade e agro sustentável

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De 25 a 30 de maio, Ji-Paraná (370 quilômetros da capital, Porto Velho), em Rondônia, vai promover a 13ª edição do Rural Show Internacional, feira que se consolidou como uma das principais vitrines do agronegócio da Região Norte. Neste ano, a programação ganha reforço técnico e científico com a realização inédita do Agro Summit Amazônia: Inovação e Novas Fronteiras para a Agropecuária Amazônica, promovido pela Embrapa em parceria com instituições públicas e privadas.

O encontro será realizado no Centro Tecnológico Vandeci Rack e terá foco em inovação, sustentabilidade, genética, agricultura de precisão e adaptação da agropecuária amazônica às mudanças climáticas. A proposta é aproximar produtores, pesquisadores, empresas, startups e investidores em torno de soluções voltadas às principais cadeias produtivas da região, como café, cacau, pecuária e piscicultura.

A programação técnica ocupará dois espaços centrais da feira: o Espaço Inovação, voltado à integração entre tecnologia, gestão e agropecuária, e a Vitrine de Tecnologias, onde serão apresentados cultivares adaptados ao clima amazônico, sistemas produtivos sustentáveis, minicursos, oficinas e demonstrações práticas em campo.

Entre os destaques está o avanço da cafeicultura em Rondônia, atualmente um dos segmentos mais dinâmicos do agro amazônico. O estado se tornou referência nacional na produção de café robusta amazônico, com crescimento sustentado por melhoramento genético e adoção de tecnologia nas lavouras.

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Os resultados da Rede Estadual de Avaliação de Clones de Café, desenvolvida pela Embrapa em parceria com o governo estadual, serão apresentados durante o evento. Os dados chamam atenção pelo salto de produtividade alcançado nos últimos ciclos. Segundo os pesquisadores envolvidos no projeto, parte dos clones avaliados já superou 140 sacas por hectare na primeira colheita, enquanto análises preliminares da safra 2025 apontam materiais com potencial acima de 200 sacas por hectare.

O desempenho reforça o avanço tecnológico da cafeicultura amazônica justamente em um momento de maior demanda internacional por cafés robustas e conilon, impulsionada pela indústria global de café solúvel e blends industriais.

Além do café, o Agro Summit Amazônia também terá debates sobre pecuária sustentável, integração lavoura-pecuária, rastreabilidade, mercado de carbono, sociobioeconomia e agricultura 5.0. A programação inclui ainda maratonas de inovação, participação de agtechs e painéis voltados à digitalização da produção rural.

Na área científica, um dos lançamentos previstos é o livro “Sistemas Integrados e Bem-Estar Animal no Contexto das Mudanças Climáticas”, publicação que discute estratégias para redução da pegada de carbono na agropecuária e manejo sustentável adaptado ao Bioma Amazônico.

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Outro destaque será a apresentação dos projetos “Amazônia Mais Robusta” e “CarbCafé”, além do mini documentário “Robustas Amazônicos: Café, Orgulho e Identidade”, voltado à valorização da cafeicultura regional.

A piscicultura também terá espaço relevante na programação, com discussões sobre produção de espécies nativas, mercado consumidor e sustentabilidade da atividade, considerada estratégica para a diversificação econômica da região Norte.

A expectativa dos organizadores é ampliar o alcance técnico da Rondônia Rural Show justamente em um momento em que a Amazônia passa a ocupar posição mais relevante nos debates sobre segurança alimentar, produção sustentável e expansão da agropecuária brasileira.

Serviço

Rondônia Rural Show Internacional
Data: 25 a 30 de maio de 2026
Local: Centro Tecnológico Vandeci Rack — Ji-Paraná (RO)
Programação: Agro Summit Amazônia, vitrines tecnológicas, oficinas, painéis técnicos, hackathons e exposição agropecuária
Entrada gratuita

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Expointer movimenta R$ 6,2 bilhões e máquinas puxam avanço de 40%

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A 49ª Expointer encerrou sua programação com R$ 6,18 bilhões em negócios, crescimento de 39,8% sobre a edição de 2025. O resultado superou as expectativas iniciais e mostrou disposição dos produtores para voltar a investir em máquinas, tecnologia, animais e modernização das propriedades.

O setor de máquinas e implementos agrícolas liderou as negociações, com R$ 5,46 bilhões, alta de 44,83% em um ano. O segmento respondeu por aproximadamente 88% de todo o volume financeiro movimentado durante os nove dias de feira no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio.

O desempenho ficou acima das projeções apresentadas antes e durante o evento. Representantes da indústria trabalhavam com a possibilidade de vendas próximas de R$ 4 bilhões em máquinas. O resultado final ultrapassou essa referência em cerca de R$ 1,46 bilhão.

A reação é relevante porque a compra de uma máquina representa uma decisão de investimento de longo prazo. Tratores, colheitadeiras, pulverizadores, plantadeiras e equipamentos de precisão não atendem apenas à expansão das lavouras. Também permitem reduzir perdas, economizar insumos, executar as operações dentro da janela ideal e aumentar a produtividade.

Parte da procura está relacionada à necessidade de renovação da frota. Produtores que adiaram a substituição de equipamentos voltaram a avaliar compras, especialmente diante da perspectiva de recuperação dos preços de grãos e da valorização da pecuária. A proximidade da implantação da safra de verão também ajudou a colocar tecnologia e capacidade operacional no centro das decisões.

A Massey Ferguson levou 11 lançamentos à Expointer, com atenção especial aos equipamentos destinados à agricultura familiar. A empresa identificou demanda entre produtores profissionalizados que mantiveram o planejamento de médio prazo e precisam ampliar a eficiência das propriedades.

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A CNH, controladora das marcas New Holland e Case IH, também utilizou a feira para reforçar suas soluções financeiras e apresentar tecnologias voltadas ao aumento da produtividade. As condições oferecidas incluíram consórcios e linhas do Plano Safra, como o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar Mais Alimentos (Pronaf Mais Alimentos), o Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras (Moderfrota) e sua modalidade destinada ao médio produtor.

Além das linhas bancárias tradicionais, consórcios, cooperativas, financiamento das próprias fabricantes e operações de troca de insumos ou equipamentos por parte da produção ampliaram as possibilidades de negociação. A combinação dessas modalidades permitiu adequar prazos e pagamentos ao fluxo de receita de diferentes propriedades.

O resultado não ficou restrito às máquinas. O setor automobilístico movimentou R$ 668,75 milhões durante a feira. As vendas de animais alcançaram R$ 21,99 milhões, avanço de 21,02% em comparação com 2025. Ao todo, 7.926 animais foram inscritos para exposições, julgamentos e competições.

O Pavilhão da Agricultura Familiar registrou R$ 14,4 milhões em vendas, aumento de 5,57%. Os 509 estandes reuniram empreendimentos de 216 municípios gaúchos, entre agroindústrias, produtores de plantas e flores, artesãos e cozinhas.

Das iniciativas presentes no pavilhão, 400 eram agroindústrias familiares, 74 atuavam no artesanato e 28 comercializavam plantas, mudas e flores. A feira também reuniu 265 empreendimentos conduzidos por jovens, 179 liderados por mulheres e 69 com certificação orgânica.

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O artesanato movimentou outros R$ 2,11 milhões. Entre os expositores estavam empreendimentos indígenas e quilombolas, ampliando a presença de diferentes formas de produção e geração de renda dentro do espaço destinado à agricultura familiar.

A movimentação econômica foi acompanhada por um público de 938.470 visitantes. Somente no domingo (6), último dia do evento, 144.516 pessoas passaram pelo parque. A presença de consumidores urbanos, famílias, estudantes e profissionais do setor reforçou a função da Expointer como ligação entre o campo, a indústria e as cidades.

Os números mostram uma feira com crescimento distribuído entre diferentes segmentos. O avanço mais forte das máquinas revela confiança na continuidade da produção e na busca por ganhos de eficiência, enquanto os resultados da agricultura familiar, dos animais e dos veículos demonstram que a movimentação alcançou propriedades de diferentes portes.

Mais do que contabilizar propostas e contratos, a Expointer funcionou como uma vitrine das decisões que deverão aparecer nas próximas safras. A renovação de equipamentos, a adoção de novas tecnologias e a procura por soluções financeiras indicam que parte dos produtores voltou a planejar investimentos.

A próxima edição terá caráter histórico. A 50ª Expointer será realizada de 28 de agosto a 5 de setembro de 2027, novamente no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil. A feira chegará aos 50 anos depois de encerrar 2026 com R$ 6,2 bilhões em negócios e um sinal positivo de confiança no futuro do campo.

Fonte: Pensar Agro

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