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Sinop mobiliza forças para construir plano de enfrentamento à hanseníase com metas e estratégias até 2030

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A Prefeitura de Sinop deu um passo estratégico e decisivo no enfrentamento da hanseníase ao promover, na manhã desta terça-feira (28), uma oficina voltada à construção do plano municipal de combate à doença, que balizará as ações do município até 2030. Mais do que um encontro técnico, a iniciativa representou um movimento amplo de mobilização social, reunindo profissionais da saúde, gestores públicos, representantes de movimentos sociais, educação, assistência social e sociedade civil organizada em torno de um objetivo comum: fortalecer a rede de cuidado e transformar a realidade dos pacientes.

Com o tema “Hanseníase: que política municipal queremos construir?”, o encontro, organizado pelo Centro de Referência em Hanseníase e Tuberculose de Sinop (CRMHTB), reforçou a importância de um planejamento participativo, baseado na escuta ativa e na integração entre diferentes setores. A proposta foi clara: sair do debate para a ação, com a definição de metas concretas de curto, médio e longo prazo.

O secretário de Saúde, Érico Stevan, falou sobre a importância da oficina e o compromisso da gestão municipal com a humanização dos serviços de saúde. “Estamos discutindo um plano para tratar e enfrentar a hanseníase no nosso município. Sinop, por ser um polo e ter toda a estrutura necessária, realiza essa busca ativa dos pacientes e trabalha para melhorar o atendimento e os serviços prestados. Agora, com a construção desse plano, queremos chegar ainda mais perto do paciente, ouvir a sociedade organizada, os profissionais da área e toda a população de Sinop para entender o que está acontecendo. Essa construção vai ao encontro de um dos pilares da saúde municipal, que é oferecer um atendimento mais humanizado e mais próximo das pessoas”, afirmou.

O coordenador do Centro de Referência em Hanseníase e Tuberculose de Sinop (CRMHTB), Márcio de Souza, explicou que o município mantém atenção constante sobre a doença e destacou os objetivos da oficina. “Sinop se destaca há muitos anos no número de casos de hanseníase. Isso não é diferente do cenário estadual e nacional. O objetivo hoje foi reunir diversos segmentos, não apenas da saúde, mas também de outras representações sociais, movimentos sociais, assistência social e educação, para discutir um plano de enfrentamento da doença. Propusemos melhorias relacionadas ao diagnóstico, acompanhamento e desfecho do tratamento junto à população acometida”, disse.

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O coordenador também detalhou os encaminhamentos construídos durante o encontro. “Aqui foram construídas ações e metas de curto, médio e longo prazo, além de propostas que envolvem o funcionamento da rede de atenção, as estruturas físicas e os recursos humanos. Discutimos a qualificação do processo de trabalho, a construção de uma rede de enfrentamento e ações que irão contribuir para fortalecer o combate à hanseníase no município”, explicou.

A oficina contou com a presença da diretora nacional do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan), Vanessa Wagner, que ressaltou a importância da participação da sociedade civil no enfrentamento da doença. “O Morhan é um movimento social de pessoas atingidas pela hanseníase e possui representantes em todo o Brasil. A sociedade civil tem um papel muito importante em relação às cobranças, à fiscalização, às exigências e às propostas de mudanças na realidade do paciente. Esse é o principal papel do movimento social”, pontuou.

Ela também destacou a necessidade de conscientização sobre a doença e o combate ao preconceito. “Nós temos uma história extremamente pesada em relação à hanseníase. No passado, as pessoas eram isoladas da sociedade por falta de informação sobre a doença e o tratamento. Hoje sabemos que a hanseníase tem cura e que não existe necessidade de isolamento, porque, a partir do início do tratamento, a pessoa deixa de transmitir a doença. É importante que a sociedade saiba disso e compreenda que qualquer pessoa pode desenvolver hanseníase, principalmente em Mato Grosso, que é o estado mais hiperendêmico do país”, alertou.

Sinais de alerta

O médico Francisco Specian alertou sobre os principais sintomas e explicou como a doença costuma se manifestar. “A hanseníase é uma doença infectocontagiosa transmitida pelo Mycobacterium leprae. Os principais sinais para que as pessoas procurem uma unidade básica de atendimento ou um centro de referência são dores pelo corpo, de maneira generalizada, tanto nos braços quanto nas pernas. Essas dores são contínuas, não se resolvem com medicamentos anti-inflamatórios ou analgésicos e, automaticamente, a pessoa passa a ter formigamento nas mãos e nos pés, além de perda de força, principalmente nas mãos e nos pés, que são as extremidades”, afirmou.

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O médico também detalhou as características mais avançadas da doença e orientou sobre a necessidade de diagnóstico e tratamento. “Ao mesmo tempo, surgem manchas na pele. Essas manchas podem variar desde manchas hipocrômicas claras até manchas um pouco mais escuras, mas com uma característica única: elas perdem a sensibilidade naquele local específico. Então, isso já caracteriza um caso mais avançado da doença, no qual a pessoa, com certeza, tem hanseníase e deve procurar atendimento e diagnóstico nas nossas unidades básicas de saúde ou no nosso centro de referência. Existe todo um fluxo de atendimento para, então, realizar o tratamento, porque a hanseníase tem tratamento e tem cura”, explicou.

Como buscar ajuda

O coordenador do Centro de Referência em Hanseníase e Tuberculose de Sinop (CRMHTB), Márcio de Souza, explicou como funciona a rede municipal de acolhimento aos pacientes. “A nossa porta de entrada principal são as Unidades Básicas de Saúde (UBS). Qualquer cidadão que tenha sinais e sintomas da doença pode procurar uma unidade básica, onde deve ser acolhido, orientado e avaliado em relação à hanseníase. Caso a pessoa deseje buscar mais informações, também pode procurar diretamente o Centro de Referência. O município de Sinop possui, desde 2007, um centro de referência municipal que acolhe não apenas os moradores da cidade, mas também pacientes de toda a região”, disse.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Prefeitura

Fonte: Prefeitura de Sinop – MT

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Quarta edição do Quintal Cuiabano leva danças e tradição gastronômica a crianças em Cuiabá

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A quarta edição do projeto Quintal Cuiabano teve como destaque a participação de crianças do CMEI Paulo Ronan, que apresentaram danças tradicionais como siriri e cururu, além de atividades culturais envolvendo música, artes e gastronomia típica de Cuiabá.

A ação integra a política de valorização da cultura regional nas unidades da rede municipal e amplia o alcance do projeto para diferentes faixas etárias. A proposta é promover vivências práticas da cultura cuiabana dentro do ambiente educacional, envolvendo alunos, professores e famílias.

Realizada em Cuiabá, a iniciativa reuniu a comunidade escolar em uma programação que incluiu coral, exposições de pintura e a produção do “francisquito”, biscoito amanteigado tradicional da capital mato-grossense.

A secretária adjunta de Direitos Humanos, da Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, Vilmara Vidica, destacou o envolvimento da comunidade escolar e o impacto da ação no processo educativo.

“A escola se transforma com o projeto. As famílias participam e as crianças vivenciam a cultura de forma real. Isso fortalece a identidade e mostra que a nossa tradição continua viva”, disse.

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Já a secretária municipal da pasta de Assistência Social, Hélida Vilela, reforçou que a iniciativa atende a uma diretriz da gestão municipal de valorização das tradições locais.

“Muitas vezes, as novas gerações não conhecem a cultura regional. O projeto aproxima passado e presente, garantindo que esse conhecimento seja preservado”, afirmou.

Na unidade, a preparação das crianças incluiu atividades pedagógicas iniciadas ainda no período do aniversário de Cuiabá, com foco nas manifestações culturais e na culinária típica. A diretora do CMEI Paulo Ronan, Maria do Carmo, ressaltou o impacto da ação no desenvolvimento dos alunos.

“As crianças participaram de ensaios, atividades culturais e da produção do francisquito. Foi um processo de aprendizado que envolveu toda a equipe e trouxe a cultura para o cotidiano delas”, explicou.

Com edições previstas ao longo do ano, a expectativa da gestão é ampliar o alcance do Quintal Cuiabano, consolidando a iniciativa como ferramenta de educação cultural e integração comunitária.

Confira abaixo onde devem ocorrer as próximas edições do projeto:

  • 05/05: CEIC Maria Ligia Borges Garcia
  • 13/05: CEIC Professora Luciene Ferreira de Oliveira
  • 20/04: EMEB Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon
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Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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