Durante rondas ostensivas realizadas na tarde deste sábado (07), na região do bairro Construmat, na rua Antônio Jacobe, uma guarnição da Guarda Municipal avistou dois indivíduos em uma motocicleta Yamaha 125, de cor vermelha.
Ao se aproximarem para realizar a averiguação, os agentes perceberam que o condutor utilizava tornozeleira eletrônica e que o passageiro apresentava um volume na região da cintura, o que levantou fundada suspeita.
Diante da situação, foi realizada a abordagem. No entanto, no momento da intervenção, o garupa, de 27 anos, desobedeceu às ordens verbais da guarnição e levou uma das mãos à cintura, atitude considerada de risco e que comprometeu a segurança da equipe durante o procedimento.
Ainda segundo os agentes, o suspeito se recusou a cumprir a ordem de colocar as mãos na cabeça e passou a desacatar e ameaçar os guardas municipais. Durante a abordagem, ele afirmou que ligaria para um primo e que, quando ele chegasse, a equipe “iria pagar caro”.
O homem também proferiu outras palavras ofensivas, afirmando que os guardas “só eram homens por estarem fardados” e que “não eram nada”, repetindo diversas vezes que a guarnição pagaria caro por conduzi-lo à delegacia.
Devido ao comportamento agressivo, à resistência e à desobediência às ordens legais, foi necessário o uso de algemas, conforme prevê a legislação, para garantir a segurança da equipe e do próprio conduzido.
O suspeito foi encaminhado à Central de Flagrantes para as providências cabíveis.
O condutor da motocicleta, que é pai do garupa, não possui Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Durante toda a abordagem, ele acompanhou a ação e chegou a pedir para que o filho se acalmasse e colaborasse com os agentes, mas o jovem não atendeu às orientações.
O passageiro foi apresentado na Central de Flagrantes pelos crimes de desobediência, desacato e ameaça contra os guardas municipais. Conforme levantamento, ele possui passagens criminais por ameaça, injúria e violência doméstica com base na Lei Maria da Penha.
A Prefeitura de Várzea Grande, em parceria com a BPW Várzea Grande (Business Professional Women), realizou nesta segunda-feira (08.06) o evento “Open Talk – Trabalho Igual, Salário Igual”.
Durante o encontro, foram apresentadas sugestões de ações que poderão ser desenvolvidas pelo Município, entre elas: promover iniciativas educativas voltadas à equidade de gênero; criar programas de incentivo à contratação de mulheres, especialmente para o primeiro emprego; fortalecer projetos de formação de lideranças femininas; e desenvolver ações voltadas à educação de meninos e jovens para uma cultura de respeito, equidade e valorização das mulheres.
Conforme a prefeita Flávia Moretti (PL), a proposta é ampliar o diálogo sobre a equidade salarial entre mulheres e homens, reunindo lideranças femininas, representantes do poder público, profissionais de diversas áreas e integrantes da sociedade civil para discutir desafios, avanços e oportunidades relacionados à valorização do trabalho e à igualdade de remuneração.
“Estamos falando de igualdade de direitos. As mulheres não querem ser superiores aos homens; queremos apenas igualdade de oportunidades, direitos e condições. Precisamos debater os avanços conquistados, os desafios que ainda existem e, principalmente, como podemos construir ambientes de trabalho cada vez mais justos”, afirmou a prefeita.
A secretária municipal de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Turismo, Fabyane Nagazawa, destacou que o encontro proporcionou um espaço de diálogo e troca de experiências entre lideranças femininas, representantes do poder público, profissionais de diversas áreas e integrantes da sociedade civil.
“A reunião foi realizada para incentivar a troca de experiências entre os participantes. Discutimos desafios, legislações, avanços e oportunidades relacionados à valorização do trabalho e à igualdade de remuneração”, pontuou a secretária.
A presidente-fundadora da BPW Várzea Grande, Sônia Mazetto, ressaltou que a união entre as mulheres pode contribuir para transformar essa realidade.
“Acredito que a construção de uma sociedade mais justa depende da atuação conjunta do poder público e da sociedade. Promover a igualdade salarial também significa ampliar oportunidades, fortalecer lideranças femininas, incentivar redes de apoio e garantir que mais mulheres ocupem espaços de poder e decisão, com voz ativa e autonomia”, declarou.
A secretária municipal de Assuntos Estratégicos, Ina de Maria, observou que a desigualdade salarial é reflexo de uma construção histórica e cultural.
“Os homens são mais unidos e possuem uma rede de apoio maior. Há também a questão cultural: nossas avós e mães foram criadas em uma realidade diferente. Estamos quebrando essas barreiras e precisamos educar nossos filhos para essa nova realidade”, destacou.
Participaram do Open Talk a chefe de gabinete da prefeita, Ana Helena Paroli; a empresária Isabela Cortese Mancini; a advogada Fernanda Vaucher; a gestora de marketing Carmem Lúcia; a secretária municipal de Assistência Social, Cristina Saito; a subsecretária de Assistência Social, Taynara Morais; a assessora especial Rachel Galesso; a empresária Thaís Cunha; a presidente do projeto Mulheres do Bem, Cristiane Fátima; a advogada Alexandra Nogueira; o advogado Eduardo Manzeppi; além de Odete Ferreira e Mauriem Alves.
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