A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e a Associação dos Chefes de Cozinha de Mato Grosso (ACCMT) realizam a 1ª Feira Gastronômica Mato-Grossense “O Sabor da nossa cultura”. O evento acontece nesta quinta-feira (12), a partir das 16h, no estacionamento localizado na sede da ALMT, no Centro Político Administrativo (CPA) em Cuiabá.
A iniciativa reúne cozinheiros e chefes de cozinha que comercializam seus produtos diretamente para os consumidores em feiras de bairros e condomínios da capital. Por meio de uma iniciativa do gabinete do deputado estadual Wilson Santos (PSDB), a ALMT cedeu o espaço para promover o encontro dos profissionais e aproximar do público que trabalha ou mora na região do CPA.
Estão no cardápio da feira, pratos típicos da culinária cuiabana, como moqueca de pintado, maria izabel, farofa de banana e feijão empamonado. Da cozinha internacional, o tradicional pão com linguiça argentino, chamado de choripan, massas recheadas e pizza artesanal da cozinha italiana, produtos coloniais, empadas e empadões.
Entre os trucks, veículos adaptados para produzir e vender comidas, haverá hambúrgueres, tapioca e cervejas artesanais.
Além da Feira Gastronômica, uma sessão especial vai homenagear chefes de cozinha, empresários e representantes do setor gastronômico, a partir das 19h, no Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros. A I Feira Gastronômica Mato-Grossense “O sabor da nossa cultura” conta com apoio do presidente da ALMT, deputado Eduardo Botelho (União) e dos deputados estaduais Elizeu Nascimento (PL), Dr. Eugênio (PSB), Wilson Santos (PSD) e da deputada Janaina Riva(MDB).
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT) deu continuidade, nesta quarta-feira (14), à apuração de procedimentos administrativos e pagamentos realizados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT). A reunião ouviu o ex-secretário Gilberto Figueiredo, que respondeu aos questionamentos dos parlamentares sobre pagamentos indenizatórios, reconhecimento de dívidas e recomendações dos órgãos de controle. O atual secretário, Juliano Silva Melo, não compareceu à oitiva.
Entre os principais pontos debatidos estiveram os valores pagos por indenização, a continuidade desse tipo de despesa após a fase mais crítica da pandemia de Covid-19 e os procedimentos adotados pela Secretaria diante das orientações da Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e da Controladoria-Geral do Estado (CGE).
Após a reunião, o deputado Wilson Santos afirmou que as respostas do ex-secretário reforçaram a necessidade de esclarecer os pagamentos indenizatórios, que, segundo ele, ultrapassaram R$ 1,1 bilhão. O parlamentar também questionou o crescimento dessas despesas no período posterior à fase mais crítica da pandemia e citou pagamentos superiores a R$ 140 milhões ao Hospital Israelita Albert Einstein, sobre os quais considera necessário obter explicações.
Em entrevista, Gilberto Figueiredo defendeu os procedimentos adotados durante sua gestão. Segundo ele, pagamentos indenizatórios já eram utilizados na administração estadual e, na área da Saúde, podem ocorrer em situações nas quais a aquisição de um medicamento ou serviço é necessária para garantir o atendimento de pacientes. O ex-secretário também afirmou que suas decisões consideravam as necessidades da assistência pública e que não manteve acordos ilícitos com empresas.
Foto: Helder Faria
A oitiva também abordou o cumprimento das recomendações dos órgãos de controle e a responsabilidade pelas decisões administrativas. Figueiredo declarou que, em determinadas situações, considerou necessário ponderar as orientações recebidas diante das necessidades dos pacientes. Já Wilson Santos avaliou que persistem dúvidas sobre os procedimentos e os valores envolvidos, que deverão ser considerados no andamento da investigação.
Comissão prevê novos encaminhamentos – A ausência do atual secretário de Saúde também esteve entre os assuntos tratados após a reunião. Wilson Santos informou que seria encaminhado pedido ao desembargador Marcos Machado para buscar a determinação judicial do comparecimento de Juliano Silva Melo, após sucessivos adiamentos. O deputado afirmou ainda que a CPI pretende ouvir outros agentes públicos, conforme a avaliação dos depoimentos e documentos reunidos.
A comissão segue com a análise dos procedimentos investigados e a programação de novas oitivas. O prazo de funcionamento foi prorrogado, com previsão de encerramento dos trabalhos em janeiro de 2027.
Participaram da reunião os deputados Chico Guarnieri (PRD), vice-presidente da CPI; Beto Dois a Um (União), relator; e Dilmar Dal Bosco (União), membro titular.
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