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Feminicídio

Mulher é morta com tiro na nuca em Cuiabá; ex é procurado

O casal estava tentando reatar o relacionamento e tinha um filho pequeno, de aproximadamente 2 ou 3 anos.

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Ana Cristina Pacheco Matos, 20, foi morta com um tiro na nuca, na manhã deste sábado (15), no bairro Alvorada. O principal suspeito é o ex-marido da vítima, conhecido pelo apelido de “Pépi”, que teria deixado uma mala pronta e fugido após o crime. Filho da vítima, menor de idade, estava em estado de choque no local e pode ter presenciado o crime.

Conforme as informações do delegado Bruno Abreu, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Ana Cristina chegou a ser socorrida e levada para uma unidade hospitalar, mas não resistiu ao ferimento e morreu pouco depois.

Quando a equipe policial chegou ao endereço, a vítima já havia sido retirada do local. A perícia foi acionada para analisar a cena do crime, que, segundo o delegado responsável pela ocorrência, não estava preservada.

Durante os trabalhos, os investigadores encontraram uma bolsa com roupas já preparada para uma possível viagem. A suspeita é de que o homem tenha tentado criar um álibi para indicar que estaria fora da cidade no momento do assassinato.

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Conforme relatos de testemunhas reunidos pela polícia, o suspeito teria chegado à residência por volta das 5h da manhã, efetuado o disparo contra Ana Cristina e, em seguida, trancado a porta antes de deixar o imóvel.

Ainda segundo a investigação, ele teria deixado no local uma mala com roupas, enquanto fugiu de motocicleta. O casal estava tentando reatar o relacionamento e tinha um filho pequeno, de aproximadamente 2 ou 3 anos.

De acordo com a Polícia Civil, há suspeita de que a criança tenha presenciado parte da situação. Após o crime, a criança teria sido encontrada acordada e em estado de choque, enquanto a mãe já estava morta.

Suspeito é procurado

Equipes da Polícia Militar e Civil fazem buscas na manhã deste sábado. O homem, conhecido como “Pépi”, é apontado como principal suspeito do homicídio. A Polícia Civil já possui fotografias e outras informações para realizar a qualificação e localização dele.

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VÁRZEA GRANDE

Hepatites virais: diagnóstico precoce é essencial para combater doenças que podem permanecer silenciosas

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Muitas vezes, as hepatites virais chegam sem avisar. A pessoa pode estar infectada e passar anos sem apresentar qualquer sintoma, enquanto o vírus provoca alterações no fígado. Foi justamente para levar informação e estimular o cuidado com a saúde que a equipe da Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande realizou uma palestra para os hóspedes da Casa de Acolhimento Rogina de Arruda, localizada no bairro Novo Várzea Grande.

O encontro abordou as hepatites virais, com destaque para os tipos B, C e Delta, além de informações sobre sífilis e HIV. A atividade foi realizada a convite da própria instituição, que atende pessoas vindas de outras regiões para consultas e tratamentos de saúde, além de pessoas em situação de rua e em outras condições de vulnerabilidade.

Durante a palestra, o médico da Atenção Básica, Dr. Natanael, explicou como ocorre a transmissão, quais são os principais sinais e sintomas e como é feito o diagnóstico. A equipe também reforçou a importância da prevenção e da realização de testes.

Além do médico Natanael, participaram da atividade a enfermeira Jhaniele, a técnica de enfermagem Raquel, Laura, da Vigilância em Saúde do Trabalhador, a gerente da Vigilância Epidemiológica, Silvana, a enfermeira Maria José e a servidora Rosemeire Fernandes, agente de combate às endemias.

Uma doença que pode passar despercebida

As hepatites virais são infecções que atingem o fígado. Quando apresentam sintomas, eles podem incluir cansaço, febre, mal-estar, náuseas, vômitos, dor abdominal, urina escura, fezes claras e pele e olhos amarelados. Entretanto, principalmente nos casos de hepatites B e C, a ausência de sintomas é comum, o que pode atrasar a descoberta da doença.

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A história do engenheiro florestal André Coutinho mostra como a hepatite C pode ser silenciosa. Diagnosticado com a doença, ele passou por um período de luta até conseguir enfrentar o problema e seguir com o tratamento. André conta que, até hoje, não sabe exatamente onde ocorreu o contágio.

“Comecei a ficar ruim, com todos os sintomas, procurei o pronto atendimento e, nos exames, fui diagnosticado com a hepatite. Fiz o tratamento certinho para não ter complicações severas”, comentou André.

A experiência também reforça uma das principais orientações dos profissionais de saúde: não é preciso esperar o aparecimento de sintomas para procurar atendimento. No caso da hepatite C, aproximadamente 80% das pessoas não apresentam sintomas, e o diagnóstico frequentemente acontece durante exames de rotina ou por meio de testagem.

Diagnóstico

O diagnóstico das hepatites B e C pode começar por meio de testes rápidos disponíveis na rede pública de saúde. No caso da hepatite C, quando o teste aponta contato com o vírus, exames complementares são realizados para confirmar se existe infecção ativa.

A hepatite B pode ser prevenida com vacina, disponível gratuitamente nas unidades de saúde. Já a hepatite C não possui vacina, mas atualmente existe tratamento capaz de curar a infecção.

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A programação também abriu espaço para discutir outras infecções, como sífilis e HIV, ampliando a conversa sobre prevenção, diagnóstico e acesso aos serviços de saúde.

“Sempre somos chamadas pela direção de entidades para ministrarmos palestras orientativas e também para realizarmos exames. Essa participação é ótima para nós, da saúde, para estarmos próximos da população, levar conhecimento e exames. Esse é o nosso papel”, ressaltou a agente de combate às endemias Rosemeire Fernandes.

E o trabalho de orientação não termina na palestra. Como parte da programação voltada à saúde dos homens, a equipe já deixou agendada para novembro uma nova atividade na instituição, desta vez com orientações sobre câncer de próstata e cuidados com a saúde do homem.

Mais do que transmitir informações, ações como essa ajudam a aproximar o serviço de saúde de pessoas que, muitas vezes, enfrentam barreiras para acessar atendimento. Afinal, quando uma doença pode permanecer silenciosa por anos, informação, prevenção e diagnóstico são ferramentas fundamentais para evitar que o problema só seja descoberto quando as complicações já apareceram.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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