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UNIÃO DO SUL

Batalhão Ambiental da PM identifica desmatamento irregular e aplica mais de R$ 7,2 milhões em multas

Além do desmatamento, a equipe verificou que a exploração madeireira ocorria em uma área já interditada

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O Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental (BPMPA) identificou o desmatamento ilegal de 1.246,5121 hectares, em uma propriedade rural no município de União do Sul. A operação resultou na aplicação de R$ 7.232.560,50 em multas por infrações ambientais.

A ação foi desencadeada, após levantamentos realizados por meio de plataforma de monitoramento remoto, que apontaram indícios de extração florestal irregular na propriedade, entre os dias 31 de julho e 5 de agosto deste ano. Neste período, as equipes realizaram vistoria técnica no local e confirmaram a exploração seletiva ilegal de madeira com uso de motosserras.

Os policiais militares identificaram secções de toras, cepas, estradas de acesso e esplanadas clandestinas utilizadas para a atividade criminosa. Além do desmatamento, a equipe verificou que a exploração madeireira ocorria em uma área já interditada, caracterizando o descumprimento da medida administrativa.

Na área, também foram apreendidos 312 metros cúbicos de madeira em tora de origem ilícita, posteriormente destinados ao Conselho Comunitário de Segurança Pública do município de Marcelândia.

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As multas aplicadas totalizaram R$ 7.232.560,50, sendo R$ 6.232.560,50 pelo desmatamento de vegetação nativa e R$ 1 milhão pelo descumprimento do embargo ambiental. Durante a operação foram lavrados Auto de Inspeção Técnica, Auto de Infração, Termo de Embargo/Interdição, Termo de Apreensão e Recibo de Doação.

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POLÍCIA

Mauro Mendes é um dos 25 alvos da PF em investigação de desvio de R$ 308 milhões

Além disso, são analisadas irregularidades em umacordo firmado entre o governo de Mato Grosso e uma empresa privada de telefonia.

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O ex-governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União), candidato ao Senado, é um dos 25 alvos da Operação Heritage, deflagrada pela Polícia Federal (PF), na manhã desta quinta-feira (6), em Cuiabá. A PF investiga suposto esquema de desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro, peculato, crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e uso indevido de informação privilegiada

Além disso, são analisadas irregularidades em umacordo firmado entre o governo de Mato Grosso e uma empresa privada de telefonia, que pode ter causado prejuízo superior a R$ 308 milhões aos cofres públicos.

As primeiras informações dão conta de que, durante o cumprimento dos mandados judiciais, a rua onde o ex-governador mora foi completamente isolada pelos policiais, impedindo qualquer circulação.

Fora a casa do ex-governador, a Procuradoria-Geral do Estado de Mato Grosso (PGE-MT) também foi alvo de mandado.

Ao todo, policiais federais cumprem 25 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em Mato Grosso, São Paulo, Rondônia e Ceará. Também foram determinadas medidas cautelares, como quebra dos sigilos bancário e fiscal dos investigados, bloqueio e indisponibilidade de bens até o limite de aproximadamente R$ 316 milhões, recolhimento de passaportes, proibição de saída do país e impedimento de contato entre os investigados.

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Segundo a PF, as investigações tiveram início após a análise de um acordo relacionado à restituição de valores decorrentes de uma disputa tributária entre o Estado de Mato Grosso e uma empresa de telefonia. Há indícios de que a operação financeira tenha sido utilizada para desviar recursos públicos por meio de uma estrutura composta por fundos de investimento em cascata e empresas interpostas, mecanismo que teria servido para ocultar a origem, movimentação e destino do dinheiro.

A Polícia Federal informou que os fatos podem configurar, em tese, os crimes de organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro, crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e uso indevido de informação privilegiada.

As investigações continuam para identificar todos os envolvidos e apurar a extensão do esquema.

Procurada, a defesa do ex-governador disse que irá acessar a decisão e se manifestaria posteriormente.

 

Fonte Gazeta Digital

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