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CPI da Saúde da ALMT inicia fase investigativa e solicita documentos à PF e órgãos de controle

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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) deu início, nesta quarta-feira (18), à fase investigativa dos trabalhos, com a realização da primeira reunião ordinária após a instalação. O encontro ocorreu na Sala Deputada Sarita Baracat, na sede do Parlamento, e marcou a definição das estratégias que vão nortear as apurações.

Instalada no início de março, a CPI foi criada para investigar possíveis irregularidades em contratos firmados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) entre 2019 e 2023, especialmente durante o período da pandemia da Covid-19, incluindo desdobramentos da chamada Operação Espelho, realizada pela Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso.

Durante a reunião, o presidente da CPI, deputado Wilson Santos (PSD), apresentou a proposta de regimento interno e o cronograma de oitivas, etapa considerada central para o andamento das investigações. A próxima reunião está prevista para o dia 26 de março, às 8h30, quando o colegiado deve discutir e votar o regimento que disciplinará a condução das atividades.

Wilson Santos (PSD), destacou que a comissão atuará com base técnica, amparada em documentos e informações oficiais. Segundo ele, já foram encaminhados ofícios a órgãos de controle e investigação solicitando acesso a inquéritos, auditorias e pareceres relacionados aos contratos da saúde no período investigado.

“Estamos solicitando cópia integral, de capa a capa, dos inquéritos conduzidos pela Delegacia de Combate à Corrupção e pela Polícia Federal, além de auditorias da Controladoria-Geral do Estado e pareceres da Procuradoria-Geral do Estado. Todo o trabalho será fundamentado em provas e documentos”, afirmou.

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O parlamentar também reforçou que a CPI terá poderes de investigação semelhantes aos do Poder Judiciário, incluindo a possibilidade de convocação de investigados e testemunhas. “Os convocados terão amplo direito à defesa, poderão apresentar documentos e ser acompanhados por advogados. Será uma CPI eminentemente técnica, conduzida com respeito e responsabilidade”, pontuou.

Outro encaminhamento da reunião foi a designação do procurador da Assembleia Legislativa, Carlos Antonio Dornellas Filho, para prestar assessoramento jurídico aos trabalhos da comissão, garantindo suporte técnico às investigações. A indicação foi apreciada e aprovada pela Procuradoria-Geral da ALMT.

Wilson Santos destacou ainda que a criação da CPI já produziu efeitos práticos no andamento de processos relacionados ao tema em instâncias judiciais. Segundo ele, após a apresentação do requerimento que originou a comissão, houve a retomada da tramitação de uma ação em análise no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), que estava paralisada há mais de um ano.

Durante a reunião, o parlamentar citou reportagem publicada, nesta quarta-feira (18), em veículo de grande circulação no estado, que informa a manutenção das provas produzidas pela Delegacia de Combate à Corrupção (Decor) no âmbito da Operação Espelho, após decisão do TRF1(Tribunal Regional Federal 1ª Região) que negou recurso da defesa de investigados.

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“A CPI já contribuiu para que o processo voltasse a tramitar. Nosso objetivo é fazer com que os processos judicializados avancem, sejam julgados, que os fatos sejam esclarecidos e que os responsáveis sejam punidos”, afirmou.

Participaram da reunião ordinária da CPI o presidente, deputado Wilson Santos; o membro suplente, deputado Eduardo Botelho (União), em substituição à deputada Janaina Riva (MDB), que cumpre agenda em Brasília; e o procurador da ALMT, Carlos Antonio Dornellas Filho.

A expectativa é que, com a aprovação do regimento interno e a chegada dos documentos solicitados, a CPI avance para a fase de oitivas e aprofundamento das análises, consolidando as informações que irão subsidiar o relatório final.

Composição – A comissão é composta pelos deputados Wilson Santos (PSD), presidente; Chico Guarnieri (PRD), vice-presidente; Beto Dois a Um (União Brasil), relator; além dos membros titulares Janaina Riva (MDB) e Dilmar Dal Bosco (União Brasil). Como suplentes, integram a CPI os deputados Carlos Avallone (PSDB), Paulo Araújo (PP), Lúdio Cabral (PT), Dr. Eugênio (PSB) e Eduardo Botelho (União Brasil).

Fonte: ALMT – MT

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CPI da Saúde ouve investigada e remarca depoimento de ex-secretário para 2 de setembro

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Na tarde desta quarta-feira (26), a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou mais uma reunião para ouvir depoentes e avançar na apuração de possíveis irregularidades em contratos da Secretaria de Estado de Saúde (SES) firmados durante a pandemia de Covid-19.

A ex-secretária adjunta de Gestão Hospitalar da SES, Carolina Campos, prestou depoimento na condição de investigada. Também foi ouvido, por videoconferência, o ex-diretor do Hospital Regional de Cáceres, Onair Azevedo Nogueira, na condição de testemunha. As duas oitivas ocorreram em sessão reservada.

O depoimento do ex-secretário de Estado de Saúde Gilberto Figueiredo, que não compareceu à sessão, foi reagendado para a próxima quarta-feira (2), às 14h. Segundo a CPI, a convocação foi remarcada após a defesa alegar compromissos.

Carolina Campos afirmou que solicitou que sua oitiva fosse realizada de forma reservada para evitar que o conteúdo do depoimento fosse utilizado no contexto eleitoral. “Minha posição nesse processo sempre foi técnica. Pedi que essa condição fosse respeitada”, disse, em entrevista concedida após a oitiva.

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Carolina destacou ainda que respondeu às 70 perguntas feitas pelos integrantes da comissão e que apresentou documentos e esclarecimentos que, segundo ela, já haviam sido levados anteriormente às autoridades responsáveis pelas investigações no Ministério Público e no judiciário.

A ex-secretária adjunta também declarou que decisões judiciais anteriores já haviam afastado sua participação nas acusações investigadas. Segundo Carolina, ela nunca chegou a ser ré e apresentou provas ao Poder Judiciário e ao Ministério Público para demonstrar que não tinha envolvimento com as irregularidades apuradas.

Ao ser questionada sobre os contratos sem licitação investigados pela CPI, Carolina afirmou que não era responsável por licitações, compras ou pagamentos dentro da Secretaria de Estado de Saúde. De acordo com seu relato, sua atuação se restringia à gestão dos hospitais regionais.

Após a oitiva, a comissão informou que as respostas serão analisadas pela equipe responsável pelos trabalhos. A CPI investiga denúncias de irregularidades em licitações e contratos da Secretaria de Estado de Saúde realizados entre 2019 e 2023, que resultaram na Operação Espelho, da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso.

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Outro assunto discutido durante a reunião foi a possibilidade de suspensão dos trabalhos da CPI durante o período eleitoral. Um requerimento foi apresentado propondo que as atividades sejam interrompidas até o fim das eleições. A medida ainda não foi submetida à votação e foi encaminhada à Procuradoria da CPI para análise jurídica e elaboração de parecer sobre sua legalidade.

Os trabalhos da CPI da Saúde foram prorrogados por mais 180 dias pelo plenário da Assembleia Legislativa. Instalada em 4 de março, a comissão tinha prazo inicial de 180 dias, com encerramento previsto para 4 de setembro. Com a prorrogação, os trabalhos poderão prosseguir até 4 de março de 2027.

Além de Gilberto Figueiredo, que deverá ser ouvido na próxima quarta-feira, a comissão informou que o secretário Juliano Melo também é esperado para prestar depoimento na mesma data.

A CPI tem como objetivo reunir informações e documentos de investigados e testemunhas para esclarecer as possíveis irregularidades relacionadas aos contratos da Secretaria de Estado de Saúde.

Fonte: ALMT – MT

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