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Francis Maris é empossado deputado estadual

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O suplente de deputado estadual Francis Maris (PSDB) assumiu hoje (12) por 121 dias, durante sessão ordinária da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), a vaga do colega de Parlamento Faissal Calil (Cidadania). Nas eleições de 2022, realizadas em outubro, obteve 18.894 votos. Maris é ex-prefeito do município de Cáceres, 218 km de Cuiabá.

Ele ocupa o cargo de deputado estadual pela primeira vez, mas já foi prefeito por oito anos de Cáceres. Maris afirmou que vai trabalhar para levar benefícios logísticos à região da Grande Cáceres.

Entre as propostas que serão defendidas pelo parlamentar, está a que busca melhorar a genética do gado bovino e, com isso, ampliar a produção do rebanho na região oeste de Mato Grosso. “Quando estava prefeito, implantamos o melhoramento genético do rebanho bovino, com inseminação artificial. Agora a meta é de tornar a região de Cáceres a maior produtora de gado do país”, disse Maris.

Ele disse que Mato Grosso está entre os estados brasileiros na venda de touro nelore do país e que o município de Cáceres contribua à exportação para todo o Brasil. “Hoje, somos referência na genética, o que é fundamental para melhorar o meio ambiente da região”, disse Maris.

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Outra proposta que será defendida pelo parlamentar, nesse período de 121 dias, o programa de governo voltado às curvas de níveis (representar os desníveis na altitude de uma forma de relevo) na agricultura da região.

“O Rio Paraguai – Região do Pantanal – sofre muito com a erosão dos bancos de areia que vem do Médio Norte do Estado, onde produzem muita soja e milho. A medida tem como cunho evitar o assoreamento do rio”, disse Maris.

O parlamentar disse ainda que vai defender a conclusão das obras da Zona de Processamento de Exportação – conhecida com ZPE de Cáceres. Localizada no distrito industrial, ela tem 247 hectares. De acordo com Maris, as obras precisam ser finalizadas. “Cerca de 90% das obras administrativas estão concluídas, mas a parte do condomínio está quase no zero”, disse Maris.

Ele afirmou que vai se empenhar à conclusão da reforma do aeroporto de Cáceres. “Já foi assinado um convênio de R$ 6 milhões com a Secretaria de Aviação Civil. Com o aeroporto será possível atrair turistas à região de Cáceres, importantíssimo para alavancar a infraestrutura e a geração de emprego e renda”, disse Francis Maris.

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Fonte: ALMT – MT

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CPI da Saúde ouve investigada e remarca depoimento de ex-secretário para 2 de setembro

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Na tarde desta quarta-feira (26), a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou mais uma reunião para ouvir depoentes e avançar na apuração de possíveis irregularidades em contratos da Secretaria de Estado de Saúde (SES) firmados durante a pandemia de Covid-19.

A ex-secretária adjunta de Gestão Hospitalar da SES, Carolina Campos, prestou depoimento na condição de investigada. Também foi ouvido, por videoconferência, o ex-diretor do Hospital Regional de Cáceres, Onair Azevedo Nogueira, na condição de testemunha. As duas oitivas ocorreram em sessão reservada.

O depoimento do ex-secretário de Estado de Saúde Gilberto Figueiredo, que não compareceu à sessão, foi reagendado para a próxima quarta-feira (2), às 14h. Segundo a CPI, a convocação foi remarcada após a defesa alegar compromissos.

Carolina Campos afirmou que solicitou que sua oitiva fosse realizada de forma reservada para evitar que o conteúdo do depoimento fosse utilizado no contexto eleitoral. “Minha posição nesse processo sempre foi técnica. Pedi que essa condição fosse respeitada”, disse, em entrevista concedida após a oitiva.

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Carolina destacou ainda que respondeu às 70 perguntas feitas pelos integrantes da comissão e que apresentou documentos e esclarecimentos que, segundo ela, já haviam sido levados anteriormente às autoridades responsáveis pelas investigações no Ministério Público e no judiciário.

A ex-secretária adjunta também declarou que decisões judiciais anteriores já haviam afastado sua participação nas acusações investigadas. Segundo Carolina, ela nunca chegou a ser ré e apresentou provas ao Poder Judiciário e ao Ministério Público para demonstrar que não tinha envolvimento com as irregularidades apuradas.

Ao ser questionada sobre os contratos sem licitação investigados pela CPI, Carolina afirmou que não era responsável por licitações, compras ou pagamentos dentro da Secretaria de Estado de Saúde. De acordo com seu relato, sua atuação se restringia à gestão dos hospitais regionais.

Após a oitiva, a comissão informou que as respostas serão analisadas pela equipe responsável pelos trabalhos. A CPI investiga denúncias de irregularidades em licitações e contratos da Secretaria de Estado de Saúde realizados entre 2019 e 2023, que resultaram na Operação Espelho, da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso.

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Outro assunto discutido durante a reunião foi a possibilidade de suspensão dos trabalhos da CPI durante o período eleitoral. Um requerimento foi apresentado propondo que as atividades sejam interrompidas até o fim das eleições. A medida ainda não foi submetida à votação e foi encaminhada à Procuradoria da CPI para análise jurídica e elaboração de parecer sobre sua legalidade.

Os trabalhos da CPI da Saúde foram prorrogados por mais 180 dias pelo plenário da Assembleia Legislativa. Instalada em 4 de março, a comissão tinha prazo inicial de 180 dias, com encerramento previsto para 4 de setembro. Com a prorrogação, os trabalhos poderão prosseguir até 4 de março de 2027.

Além de Gilberto Figueiredo, que deverá ser ouvido na próxima quarta-feira, a comissão informou que o secretário Juliano Melo também é esperado para prestar depoimento na mesma data.

A CPI tem como objetivo reunir informações e documentos de investigados e testemunhas para esclarecer as possíveis irregularidades relacionadas aos contratos da Secretaria de Estado de Saúde.

Fonte: ALMT – MT

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