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‘CONVERSA DE BOI PARA DORMIR’

Jayme detona empréstimo de R$ 1,5 bilhão enviado pelo Governo do Estado à Assembleia Legislativa

Durante os 8 anos do Mauro Mendes, não fez 20 mil casas, como é que vai fazer em 6 meses 60 mil casas.

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O senador Jayme Campos (União) disparou críticas contra o novo pedido de empréstimo de R$ 1,5 bilhão enviado pelo Governo do Estado à Assembleia Legislativa (ALMT), voltado para a construção de moradias. Jayme questionou a real necessidade de novos financiamentos diante da grande propaganda de superávit do caixa estadual e classificou a promessa de entrega de 60 mil residências na reta final da gestão como “conversa de boi para dormir”.

Na outra ponta, o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) rebateu os questionamentos durante sabatina no Jornal do Meio-Dia nesta quinta-feira (25), assegurando que o planejamento é técnico e visa solucionar um passivo histórico de habitação.

 

 

 

“Onde está o dinheiro do Mato Grosso? Estão dizendo aí todos os dias que a burra está cheia, né? Diz que tem 12 bilhões aplicados. Como é que o Estado está pedindo autorização para buscar financiamento? O Estado já tem vários financiamentos… Daqui a pouco o Estado está endividado até na boca. E onde está a receita aí, que cresceu 2 bilhões em quatro meses? Nessa toada, o Estado vai ter um excesso de arrecadação no mínimo de 10 bilhões de reais”, alfinetou Jayme após falas do governador sobre investimentos em Certificado de Depósito Interbancário (CDI) na casa dos milhões.

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Ainda, o senador afirmou que, se esse dinheiro se encontra nas condições especificadas por Pivetta, seria suficiente para melhorar a saúde estadual e não necessitaria de mais empréstimos para moradias.

“Fazer um empréstimo desse para 60 mil casas? Aí não vai, né, amigo? Isso chama-se aquela velha história, conversa de boi para dormir, tá mentindo para o povo aí. Até hoje o Estado, durante os 8 anos do Mauro Mendes, não fez 20 mil casas, como é que vai fazer em 6 meses 60 mil casas? Tem que ser melhor explicado”, disparou Jayme, listando ainda outros empréstimos recentes do Executivo para a BR-163, agricultura familiar e reforma na Educação.

Alvo do bombardeio, que também ecoa nas redes sociais, onde o senador e rival eleitoral Wellington Fagundes (PL) lidera uma forte campanha crítica focada no uso dos recursos do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab), Pivetta usou o espaço na entrevista para contextualizar o projeto e desmentir a tese de que as obras seriam para o curto prazo.

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O pré-candidato ao Paiaguás lembrou que a atual gestão herdou mais de 12 mil casas paradas de governos anteriores e usou o próprio Fethab para destravar parte das demandas.

“Nós fomos lá e botamos o recurso necessário para retomar e entregar. Nós destinamos, agora, R$ 1,5 bilhão de reais, através do projeto de lei que foi ontem para a Assembleia, para tomar esse R$ 1,5 bilhão para infraestrutura, já que não há linha de financiamento para a habitação para o Estado. Quantas casas? 60 mil novas residências. Além das 40 que já foram viabilizadas, serão 100 mil novas residências num período de 10 anos. Dez mil por ano. Não é pouco. Agora nós vamos intensificar o programa, vamos fazer 60 mil”, rebateu o pré-candidato, indicando que a queda de braço pelo bilionário pacote de empréstimos deve paralisar as atenções do Parlamento estadual nos próximos dias.

 

Fonte Gazeta Digital

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POLÍTICA MT

Lei cria semana de conscientização sobre deepfakes e pornografia não consensual em Mato Grosso

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A Lei nº 13.354/2026, que institui em Mato Grosso a Semana Estadual de Conscientização sobre Deepfakes e Combate à Pornografia Não Consensual por Meio Virtual foi sancionada pelo governo. A campanha será realizada anualmente na segunda semana de maio e tem como foco orientar a população sobre os riscos da manipulação de imagens por inteligência artificial, exposição íntima sem consentimento, crimes digitais e canais de denúncia.

A nova legislação foi originada de um projeto de lei da deputada Janaina Riva (MDB) e busca enfrentar uma forma de violência que tem se tornado cada vez mais presente na vida real das pessoas, principalmente de mulheres, adolescentes e jovens. Hoje, uma foto publicada em uma rede social pode ser manipulada por inteligência artificial e transformada em conteúdo sexual falso. A vítima, mesmo sem nunca ter produzido ou autorizado qualquer imagem íntima, pode ser exposta, chantageada, humilhada e violentada no ambiente virtual.

Na prática, a legislação busca levar informação para escolas, universidades, famílias, órgãos públicos e redes de atendimento. A proposta é ensinar o que são deepfakes, como identificá-los, quais danos podem causar, como agir diante de um caso, onde denunciar e quais medidas legais podem ser adotadas para proteger a vítima.

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Para Janaina, o avanço da tecnologia exige que o poder público também avance na proteção das pessoas.

“A violência contra a mulher e contra meninas não acontece mais apenas dentro de casa ou nas ruas. Ela também acontece no celular, nas redes sociais, nos grupos de mensagem, por meio de montagens, chantagens e exposições criminosas. Essa lei vem para dizer que a vítima não tem culpa, que existe caminho para denunciar e que o Estado precisa estar preparado para acolher e orientar. Essa legislaçâo nasceu de um debate que fizemos dentro do parlamente com alunos universitários e teve a contribuição direta deles”, afirmou a parlamentar.

Durante a Semana Estadual, o poder público poderá promover palestras, seminários, campanhas educativas, materiais informativos, capacitação de profissionais da educação, segurança pública e assistência social, além de ações de apoio psicológico e jurídico às vítimas. A lei também prevê parcerias com instituições de ensino, organizações da sociedade civil, empresas de tecnologia, Ministério Público, Defensoria Pública, Poder Judiciário, OAB e Procuradoria Especial da Mulher da Assembleia Legislativa.

A medida tem impacto direto na prevenção. Muitos adolescentes não sabem identificar manipulações digitais, não entendem os riscos de compartilhar imagens e, muitas vezes, não procuram ajuda por vergonha ou medo. Da mesma forma, famílias e escolas ainda têm dificuldade para lidar com esse tipo de violência, que pode destruir reputações, causar sofrimento psicológico e levar vítimas ao isolamento.

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Janaina destaca que a informação é uma das principais ferramentas de proteção.

“Quando uma jovem tem sua imagem manipulada ou exposta, ela não perde apenas a privacidade. Ela perde a paz, a segurança, a autoestima e, muitas vezes, a coragem de pedir ajuda. Por isso, precisamos falar sobre esse tema nas escolas, orientar as famílias, capacitar profissionais e divulgar os canais de denúncia”, disse.

A lei também reforça o papel da Procuradoria Especial da Mulher da Assembleia Legislativa na coordenação de debates, audiências públicas, seminários e campanhas educativas sobre identificação e prevenção de deepfakes e pornografia não consensual.

Para a deputada, Mato Grosso dá um passo importante ao reconhecer a violência digital como uma ameaça concreta à dignidade, à imagem e à vida das pessoas.

“O ambiente virtual não é terra sem lei. Quem usa tecnologia para violentar, constranger ou destruir a vida de alguém precisa ser responsabilizado. E quem é vítima precisa encontrar acolhimento, orientação e proteção”, completou Janaina.

Fonte: ALMT – MT

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